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Patrimônio e sucessão

Holding e proteção patrimonial

Holding familiar, holding patrimonial e sucessão organizada em vida. Proteger patrimônio é separar o que foi construído do risco de quem opera — e organizar a divisão antes que ela vire inventário.

Reconhece a situação?

O escritório costuma ser procurado assim

  • 01

    A família tem imóveis em nome de pessoas físicas e ninguém sabe o que aconteceria se um dos titulares falecesse amanhã.

  • 02

    A mesma empresa que opera é dona do galpão, então qualquer problema da atividade alcança o imóvel — e não há proteção nenhuma entre um e outro.

  • 03

    São vários herdeiros, a conversa sobre divisão nunca acontece, e todos sabem que um dia vai dar briga.

  • 04

    O inventário do pai levou seis anos e a família não quer repetir a história.

  • 05

    Um sócio quer passar a participação aos filhos sem perder o comando da empresa enquanto viver.

O que o escritório faz

Frentes de trabalho em holding e proteção patrimonial

Holding familiar

Constituição da sociedade que concentra o patrimônio da família, com contrato social e acordo de sócios definindo administração, entrada de herdeiros e regras de saída.

Holding patrimonial

Separação entre os imóveis e a sociedade que opera, para que o risco da atividade não alcance o patrimônio construído ao longo de décadas. É a proteção patrimonial que de fato funciona: contra risco futuro, montada antes de ele existir.

Integralização de bens

Transferência dos imóveis ao capital social, com atenção ao ITBI, ao critério de avaliação e à averbação nas matrículas.

Doação com reserva de usufruto

Antecipação da herança mantendo, com quem doa, o controle e a renda dos bens enquanto viver.

Governança familiar

Acordo de sócios com regras de decisão, política de distribuição de resultado, entrada de cônjuges e solução de impasse entre herdeiros.

Testamento e sucessão

Instrumentos combinados para que a sucessão siga a vontade de quem construiu o patrimônio, dentro dos limites da legítima.

Como funciona

Do primeiro documento ao resultado

  1. 01

    Mapa do que existe

    Levantamento de imóveis, participações societárias, dívidas, regime de bens e composição familiar. Sem esse mapa, qualquer estrutura é palpite.

  2. 02

    A conta antes da estrutura

    Comparação entre o custo de montar e manter a holding e o custo do inventário que ela substituiria. Quando a conta não fecha, o escritório diz isso.

  3. 03

    Montagem

    Constituição da sociedade, integralização dos bens, acordo de sócios e registros na Junta Comercial e nas matrículas dos imóveis.

  4. 04

    Manutenção

    Holding gera obrigações contábeis e fiscais contínuas. O acompanhamento é o que impede a estrutura de virar passivo.

Dúvidas comuns

Dúvidas sobre holding e proteção patrimonial

Respostas gerais, sem substituir a análise do seu caso. Se a sua dúvida não estiver aqui, escreva para o escritório.

01Holding realmente protege o patrimônio? Blinda contra dívidas?

Protege contra risco futuro; não apaga passivo existente — e essa distinção é a coisa mais importante desta página. Separar imóveis da sociedade que opera protege o patrimônio de um problema que ainda não aconteceu, e isso funciona. Mas transferir bens quando já existe dívida, execução em curso ou insolvência pode ser desfeito por fraude contra credores (art. 158 do Código Civil) ou fraude à execução (art. 792 do CPC). Quem promete blindagem contra o que já existe está vendendo o que não pode entregar. Montada a tempo, a holding protege de verdade.

02A transferência dos imóveis para a holding paga ITBI?

Em regra não: o art. 156, §2º, I da Constituição prevê imunidade na integralização de bens ao capital social. Há duas ressalvas relevantes. A imunidade não alcança a empresa cuja atividade preponderante seja compra, venda ou locação de imóveis. E, pelo Tema 796 do STF, ela não cobre a parcela do valor do bem que exceder o capital social subscrito.

03Holding elimina o inventário?

Não elimina, mas muda a natureza dele. Sem holding, inventaria-se cada imóvel, com avaliação e partilha de cada um. Com a estrutura montada e as quotas já doadas em vida com reserva de usufruto, o que resta é bem mais simples e rápido. A economia costuma aparecer mais no tempo e no atrito familiar do que no imposto.

04A partir de qual patrimônio a holding compensa?

Não existe um número. A conta depende de quantos imóveis há, em quantos herdeiros o patrimônio vai se dividir, se existe empresa em operação e da alíquota estadual do ITCMD. Estrutura montada sem propósito real adiciona custo contábil e complexidade sem benefício — por isso o cálculo vem antes da decisão, e não depois.

05Quem doa as quotas perde o controle do patrimônio?

Não, se a estrutura for montada para isso. A doação com reserva de usufruto mantém com o doador o direito de administrar e de receber os frutos, e o acordo de sócios pode concentrar o poder de decisão enquanto ele viver. Os herdeiros passam a ser proprietários das quotas sem que o comando mude.

Fale com o escritório

Precisa resolver a estruturação de uma holding?

A primeira conversa serve para entender a situação e dizer, com honestidade, se há caminho jurídico — e qual é o mais curto.